• Thiago C. Vasconcelos

Profissional, não venda seu certificado!

Atualizado: 15 de mai. de 2021

Com base na minha experiência em empresa pública, empresas privadas e com a visão de profissional da área de Tecnologia e Segurança, resolvi citar algumas recomendações para profissionais e empresas quanto ao uso dos certificados de certificações profissionais:


1. Profissionais:


Não vendam seu certificado!


Já parou pra pensar quanto de tempo e dinheiro você investiu para conquistar cada certificação? Horas e dias de estudo, renúncia de lazer, família, amigos, tempo e dinheiro investido em treinamentos, softwares para se preparar para as provas? Em muitos casos viagens para outro estado para fazer o treinamento e ou/ a prova um centro credenciado.


No brasil, poucas cidades possuem centros credenciados para aplicação de provas de certificações internacionais.


Geralmente as provas são aplicadas por centros credenciados pela Prometric, Pearson Vue ou empresas parceiras de fabricantes ou instituições.


Sugiro que se houver esta demanda, onde alguma empresa entre em contrato para solicitar o certificado mediante ao pagamento de um valor, sugiro que cada profissional, pode ser negociado uma consultoria com a empresa contratante com o valor a ser pago mensalmente.


A consultoria com um valor mensal através de um contrato não é simplesmente receber um pagamento. Exemplos de alguns casos práticos:


Se for certificação em um software de ou plataforma de segurança, pode ser negociado uma carga horária mensal e a empresa contratante ou profissional pode acessar o sistema mensalmente e emitir um relatório sobre a situação atual do sistema, status das gravações, saúde do sistema, bem como realização de um troubleshooting.


Se for certificação emitida por um fabricante de câmeras de vigilância (security cameras), mensalmente pode ser verificado o status das câmeras, versões dos firmwares, online-offline, entre outras atividades.


Se for certificação um solução/fabricante de ativos de rede (network), pode ser verificado a situação dos ativos de rede.


Eu poderia citar outros exemplos, como casos em certificações em painéis de incêndio, painéis de intrusão, sistemas ou produtos de controle de acesso, entre outros. O que quero dizer é que não é simplesmente aceitar um valor para entregar um certificado, mas preservar pela situação dos produtos instalados (hardware e/ou software), zelando o nome do profissional, empresa contratante, empresa contratada, cliente e fabricante ou instituição que emitiu o certificado.


Se for como pessoa física, a empresa deverá assinar a carteira de trabalho do profissional, de acordo com a carga horária mensal negociada. Pode ser qualquer carga horária, pois a lei trabalhista atual é flexível quanto a isto. Se for contrato entre empresas, deve ser fechado um contrato de prestação de serviços.


2. Empresários:


Não comprem um certificado, mas sim uma consultoria, profissional services ou suporte técnico. É importante valorizar o tempo que a empresa ou profissional investiu em tempo e dinheiro para conquistar aquela certificação profissional. Não simplesmente um papel.


3. Contratantes - Clientes finais (empresas privadas e públicas):


Se receberem certificado de algum profissional, é importante exigir a comprovação do vínculo, como a comprovação de carteira de trabalho assinada, se for vínculo com pessoa física ou contrato de prestação de serviços, se for um contrato entre empresas.


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# Quem sou eu?


Thiago Cavalcante Vasconcelos Consultor de Soluções, escritor e instrutor. Possui 30 certificações internacionais, incluindo: Axis, Bosch, Cisco, Dahua, Dell, Genetec, HID, Hikvision, ISS CCTV, ITIL, Kiper, Legrand e Microsoft. Atua com tecnologia desde 1997, é Bacharel em Sistemas de Informação com experiência em (TIC) desde 2004 e Segurança desde 2011, com foco em Plataforma de Segurança Unificada.


Possui premiação da Microsoft e Petrobras. Reconhecimento em primeiro lugar no "Infosec Competence Leaders 2018/2019. Experiência com soluções e/ou projetos para: Aeroportos, Presídios, Condomínios, Governo, Energia, Indústrias, Metrôs, Petrobras, Banco, Rodovia, Museu, Shoppings Centers e Vale.


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